On e Off-line no País da Polarização.

Querem Dividir Até a Mídia!

Nos últimos tempos o que mais ouvimos é que o digital venceu. Mais que tendência, virou uma epidemia que causa uma baita confusão mental aos stakeholders do mercado publicitário.

Não satisfeitos com discursos persuasivos e promessas milagrosas, gurus digitais manipulam números para distorcer a realidade.

Juram de pé junto que a internet superou a TV aberta em investimentos de mídia e que o offline morreu. Mas, essa comparação é no mínimo torta.

A internet, afinal, não é um único meio, mas um ecossistema de múltiplos meios (rede social, programática, e-mail MKT, pesquisa…) e nenhum deles, isoladamente, tem o share de investimentos da TV aberta, nem a eficácia local de um outdoor na avenida, nem a fidelidade regional de uma rádio no carro.

A verdade é que não existe mais essa fronteira entre digital e real, on e off line.

Aliás, o termo “digital” caminha para se tornar inútil no ecossistema do marketing.

 Hoje, o que importa é a integração e a sincronização total das mídias, ambientes e plataformas. Impactamos o consumidor na TV, ele busca na rede, interage no celular, entra em contato no WhatsApp ou pessoalmente. A palavra-chave da eficácia é Fluxo. E só se consegue construir um Fluxo eficaz se estudando, analisando e planejando antes de criar, produzir e veicular.

Então, no fim, essa polarização das mídias (assim como em outros aspectos das nossas vidas) é miopia ou esconde interesses nem sempre publicáveis.

O verdadeiro jogo é entregar a mensagem certa, no momento certo, para a audiência certa. Sem rótulos ultrapassados, sem preconceitos, sem receitas prontas.

E se você quer saber como isso funciona na prática em breve essa e outras polêmicas vão estar no meu livro que já está rodando na gráfica. Aguarde!